Quem lê esse blog e não me conhece (isso é possível??) pode ter a impressão que sou de várias áreas profissionais: letras, história, psicologia... A verdade é que sou "adevogada". Verdade, tenho que admitir, escolhi como profissão essa "coisa" que não se sabe exatamente se é ciência, se é prática ou o quê. A única verdade é que ser advogado (e nesse termo incluo, a grosso modo, todos os bacharéis em direito) hoje é um desafio, pois certamente é uma profissão vista com maus olhos pelo público em geral. E convenhamos, nós damos argumentos para essa imagem ruim: advogados são retratados como interesseiros, obcecados pelo lucro que vivem da desgraça alheia, seres acriticos que enxergam na lei a verdade e o objetivo final de uma sociedade "civilizada". O pior é que passamos cinco, seis anos na faculdade e muitas vezes saimos formados sem a compreensão exata da existência de nossa profissão: perseguidores da justiça e dos direitos individuais e coletivos? Talvez na teoria...
Nos primeiros semestres de curso, os professores tentam explicar o que é direito. Talvez eu seja muito burra, talvez as explicações tenham sido confusas mas até hoje não sei se há um conceito: é a ciência da justiça? ferramenta para resolver litigios? instrumento de dominação da classe burguesa? Tudo isso e mais. E nada. O interessante é que não me lembro de alguma aula em que tenhamos criticamente analisado as origens das leis e seus propósitos, o que não contribui para que hajam operadores do direito e juristas críticos e questionadores. As leis são encaradas como sendo o próprio direito e por consequência são aceitas como parte da realidade, como fato dado. E não são, longe disso. O questionamento é uma faca de dois gumes: como aplicar a lei ao caso concreto (para seus clientes e partes do processo) se não a aceitamos, se a consideramos injusta? Convenhamos, é mais fácil não perguntar isso e aplicar a crua e fria letra legal.
Enfim, comecei esse artigo pois queria fugir da temática que tem dominado esse blog. Queria comentar uma entrevista que li recentemente na revista Caros Amigos de um delegado do Rio de Janeiro. Mas vou deixar para uma próxima postagem, por hoje cansei de escrever.
Nos primeiros semestres de curso, os professores tentam explicar o que é direito. Talvez eu seja muito burra, talvez as explicações tenham sido confusas mas até hoje não sei se há um conceito: é a ciência da justiça? ferramenta para resolver litigios? instrumento de dominação da classe burguesa? Tudo isso e mais. E nada. O interessante é que não me lembro de alguma aula em que tenhamos criticamente analisado as origens das leis e seus propósitos, o que não contribui para que hajam operadores do direito e juristas críticos e questionadores. As leis são encaradas como sendo o próprio direito e por consequência são aceitas como parte da realidade, como fato dado. E não são, longe disso. O questionamento é uma faca de dois gumes: como aplicar a lei ao caso concreto (para seus clientes e partes do processo) se não a aceitamos, se a consideramos injusta? Convenhamos, é mais fácil não perguntar isso e aplicar a crua e fria letra legal.
Enfim, comecei esse artigo pois queria fugir da temática que tem dominado esse blog. Queria comentar uma entrevista que li recentemente na revista Caros Amigos de um delegado do Rio de Janeiro. Mas vou deixar para uma próxima postagem, por hoje cansei de escrever.
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