Palavras
"Especial foi eu ter te conhecido".
Quando palavras são apenas palavras? Tinha que ter um meio de saber distinguir a verdade do blablabla whiskas sachê.
Quando palavras são apenas palavras? Tinha que ter um meio de saber distinguir a verdade do blablabla whiskas sachê.
Mais um ano que se vai.
Passado um ano, vamos à retrospectiva de 2010:
Este ano aprendi mais algumas coisas:
Aprendi que mesmo não sendo tão jovem, ainda podemos nos enganar com as pessoas.
Em razão disso, aprendi a cuidar mais ainda o que falo, e para quem falo.
Aprendi que é importante cuidar do jardim para que as borboletas venham, mas que nem sempre elas virão. Questão de tempo?
Aprendi, definitivamente, que planejamento é importante, por mais que eu não goste.
Compreendi que sou mais ligada aos meus princípios do que pensava ser,
Percebi - ou melhor, venho percebendo- que nunca é tarde para mudarmos nossa vida. Se Saramago (maior perda de 2010) conseguiu ser aquilo que queria ser - escritor- apenas aos 53 anos, porque não posso aos 28?
Aprendi que tenho que abandonar as idéias do que é necessário e fazer algo que ame,pois sem isso, serei sempre uma chata que reclama da própria vida,
Enfim...não sei se aprendi muito, mas quero acreditar que em 2011 muito mais irá mudar.
Este ano aprendi mais algumas coisas:
Aprendi que mesmo não sendo tão jovem, ainda podemos nos enganar com as pessoas.
Em razão disso, aprendi a cuidar mais ainda o que falo, e para quem falo.
Aprendi que é importante cuidar do jardim para que as borboletas venham, mas que nem sempre elas virão. Questão de tempo?
Aprendi, definitivamente, que planejamento é importante, por mais que eu não goste.
Compreendi que sou mais ligada aos meus princípios do que pensava ser,
Percebi - ou melhor, venho percebendo- que nunca é tarde para mudarmos nossa vida. Se Saramago (maior perda de 2010) conseguiu ser aquilo que queria ser - escritor- apenas aos 53 anos, porque não posso aos 28?
Aprendi que tenho que abandonar as idéias do que é necessário e fazer algo que ame,pois sem isso, serei sempre uma chata que reclama da própria vida,
Enfim...não sei se aprendi muito, mas quero acreditar que em 2011 muito mais irá mudar.
Questionamentos relevantes e blogs.
Sinto falta da capacidade que creio ter tido, um dia no passado, de escrever bem sobre coisas relevantes. Quando leio os textos que escrevi neste espaço (quando o nome do blog era diferente, assim como seu layout), percebo que tinha não apenas um talento (se é que dá para chamar assim) mas uma vontade de expressar minhas opiniões acerca de diversos assuntos.
Com o passar do tempo, acabei utilizando este espaço somente para despejar lamúrias e divagações. A consequência disso é que acabei por perder a capacidade de escrever sobre assuntos abstratos. E agora percebo, mais do que nunca, como isso me faz falta.
Dentro dessse espírito de mudanças, tentarei analisar brevemente alguns fenômenos que a internet tem proporcionado a seus usuários. Vejamos essa coisa incrivelmente estranha chamada "blog".
Os blogs se difundiram de maneira exponencial nos últmos anos. Lembro que tive vontade de fazer este espaço depois de acompanhar projetos semelhantes de amigos meus. E no início, a lógica era mais ou menos essa, "seguir" as páginas de pessoas conhecidas, compartilhando opiniões, visões de mundo e aprendendo um pouco mais sobre elas. Com o desenvolver da coisa, se tornou normal seguir blogs de pessoas desconhecidas, muitas vezes por indicação, outras vezes por "achados" do nosso amigo Google, que mostra resultados variados quando digitamos qualquer assunto em sua pesquisa.
Foi nesse sentido que me deparei recentemente com alguns blogs interessantes e perturbadores. Uma amiga me mandou o link de um blog chamada "Cansada de ser boazinha". Comecei a ler as postagens e, vejam só, gostei! Afinal, o tema básico do dito espaço, em linhas gerais, é "mulheres solteiras e as implicações decorrentes deste estado" (lastimável, segundo alguns).
Li, li e continuei lendo. No final, embora tenha apreciado bastante os textos lá apresentados (até porque a autora do blog escreve muito bem), fiquei com uma sensação estranha, uma mistura de incômodo com desconforto com sei lá mais o quê. Isso decorre do fato de que as postagens da autora são todas no seguinte sentido: mulheres não devem ser valorizadas pelo fato de ter ou não um homem em suas vidas, pois a felicidade não está atrelada a isso. Ok, concordo. Mas no fim das contas, o blog inteiro é sobre isso!!! Mulheres, solteirice, solidão, amores fracassados, amores platônicos, dificuldades em relacionamentos, diferença entre homens e mulheres. Porra, será que não há mais na vida para se pensar do que no sexo oposto??
Imbuida nesse espírito, me dei por conta que tem tanta, mas TANTA coisa interessante nesse mundo para se escrever, para se ler, para se pensar, que esses questionamentos perderam o sentido. Ficar pensando em relacionamentos alheios, ou na falta deles, parece tão bobo. Economia, política, história, sociologia, direito, psicologia, filosofia, isso sim são coisas interessantes para gastar os neurônios! E mais: pensar sobre a própria humanidade, sobre a sociedade, sobre a psicologia de cada indivíduo, tudo parece tão mais interessante e produtivo do que pensar em termos maniqueístas: homem-mulher, casada-solteira, solidão-companhia.
Enfim...percebi, no frigir dos ovos, que o que me incomodou foi o meu próprio reflexo naquelas divagações. Perdi tanto tempo nos últimos meses pensando sobre isso, fazendo perguntas estúpidas do tipo "o que há de errado comigo e blá blá blá" e pra que? Ganhei algo além de incontáveis minutos nos quais deixei de fazer coisas legais, como ler um livro, assistir um filme, tomar uma ceva com amigos? Não, toda essa ladainha só me afastou de tudo aquilo que conquistei a duras penas: minha curiosidade, meu prazer em aprender, em interagir com pessoas interessantes, em descobrir coisas novas. Deixei de ler, deixei de ir ao cinema...para ficar me lamuriando.
O que fica de lição é o seguinte: é importante pensarmos sobre nós mesmos, refletirmos sobre nossas vidas, nossas escolhas, nossos objetivos, nossa capacidade de nos relacionarmos em qualquer nível. É igualmente importante, contudo, refletir sobre o "macro" disso tudo, ou seja, perceber que nossas vidas são apenas um grão de areia num universo gigante e que, observando dessa perspectiva, nada é tão grande quanto parece. Pensar sobre nós, enquanto indivíduos, dentro de uma sociedade tão falha, tão distante, fria e, até poderia dizer, má, é tão mais produtivo, não é? Como Carlo Ginzburg (principal historiador da corrente teórica conhecida como "micro-história") nos fez perceber através de Menocchio ("personagem" do maravilhoso "O queijo e os vermes"), a história "macro" é feita de indivíduos excepcionalmente comuns. Em outras palavras, o micro não existe sem o macro e vice e versa.
Fica aqui a dica, não apenas de leitura, mas de reflexão. Vamos pensar em nossas vidinhas ordinárias e mundanas, mas não deixando de lado questionamentos maiores. Penso que é essa a diferença das pessoas "normais", que estão presas ao seu dia a dia e a seus círculos ridicularmente pequenos de convivência, conveniência e normas, e os "anormais", que tentam desesperadamente pensar em todos os lados,analisar todas as perspectivas, procurando algo remotamente parecido com uma lógica racional nesta pobre e besta humanidade ou percebendo, infelzimente, que não há lógica alguma, tampouco justiça, e que isso, por si só, já basta para refletir.
E assim, termino por concordar com Oscar Wilde quando ele diz: "A normalidade é uma ilusão imbecil e estéril".
P.S: O título ficou "besta" em razão da minha incapacidade crônica de inventar bons títulos para qualquer coisa.
Com o passar do tempo, acabei utilizando este espaço somente para despejar lamúrias e divagações. A consequência disso é que acabei por perder a capacidade de escrever sobre assuntos abstratos. E agora percebo, mais do que nunca, como isso me faz falta.
Dentro dessse espírito de mudanças, tentarei analisar brevemente alguns fenômenos que a internet tem proporcionado a seus usuários. Vejamos essa coisa incrivelmente estranha chamada "blog".
Os blogs se difundiram de maneira exponencial nos últmos anos. Lembro que tive vontade de fazer este espaço depois de acompanhar projetos semelhantes de amigos meus. E no início, a lógica era mais ou menos essa, "seguir" as páginas de pessoas conhecidas, compartilhando opiniões, visões de mundo e aprendendo um pouco mais sobre elas. Com o desenvolver da coisa, se tornou normal seguir blogs de pessoas desconhecidas, muitas vezes por indicação, outras vezes por "achados" do nosso amigo Google, que mostra resultados variados quando digitamos qualquer assunto em sua pesquisa.
Foi nesse sentido que me deparei recentemente com alguns blogs interessantes e perturbadores. Uma amiga me mandou o link de um blog chamada "Cansada de ser boazinha". Comecei a ler as postagens e, vejam só, gostei! Afinal, o tema básico do dito espaço, em linhas gerais, é "mulheres solteiras e as implicações decorrentes deste estado" (lastimável, segundo alguns).
Li, li e continuei lendo. No final, embora tenha apreciado bastante os textos lá apresentados (até porque a autora do blog escreve muito bem), fiquei com uma sensação estranha, uma mistura de incômodo com desconforto com sei lá mais o quê. Isso decorre do fato de que as postagens da autora são todas no seguinte sentido: mulheres não devem ser valorizadas pelo fato de ter ou não um homem em suas vidas, pois a felicidade não está atrelada a isso. Ok, concordo. Mas no fim das contas, o blog inteiro é sobre isso!!! Mulheres, solteirice, solidão, amores fracassados, amores platônicos, dificuldades em relacionamentos, diferença entre homens e mulheres. Porra, será que não há mais na vida para se pensar do que no sexo oposto??
Imbuida nesse espírito, me dei por conta que tem tanta, mas TANTA coisa interessante nesse mundo para se escrever, para se ler, para se pensar, que esses questionamentos perderam o sentido. Ficar pensando em relacionamentos alheios, ou na falta deles, parece tão bobo. Economia, política, história, sociologia, direito, psicologia, filosofia, isso sim são coisas interessantes para gastar os neurônios! E mais: pensar sobre a própria humanidade, sobre a sociedade, sobre a psicologia de cada indivíduo, tudo parece tão mais interessante e produtivo do que pensar em termos maniqueístas: homem-mulher, casada-solteira, solidão-companhia.
Enfim...percebi, no frigir dos ovos, que o que me incomodou foi o meu próprio reflexo naquelas divagações. Perdi tanto tempo nos últimos meses pensando sobre isso, fazendo perguntas estúpidas do tipo "o que há de errado comigo e blá blá blá" e pra que? Ganhei algo além de incontáveis minutos nos quais deixei de fazer coisas legais, como ler um livro, assistir um filme, tomar uma ceva com amigos? Não, toda essa ladainha só me afastou de tudo aquilo que conquistei a duras penas: minha curiosidade, meu prazer em aprender, em interagir com pessoas interessantes, em descobrir coisas novas. Deixei de ler, deixei de ir ao cinema...para ficar me lamuriando.
O que fica de lição é o seguinte: é importante pensarmos sobre nós mesmos, refletirmos sobre nossas vidas, nossas escolhas, nossos objetivos, nossa capacidade de nos relacionarmos em qualquer nível. É igualmente importante, contudo, refletir sobre o "macro" disso tudo, ou seja, perceber que nossas vidas são apenas um grão de areia num universo gigante e que, observando dessa perspectiva, nada é tão grande quanto parece. Pensar sobre nós, enquanto indivíduos, dentro de uma sociedade tão falha, tão distante, fria e, até poderia dizer, má, é tão mais produtivo, não é? Como Carlo Ginzburg (principal historiador da corrente teórica conhecida como "micro-história") nos fez perceber através de Menocchio ("personagem" do maravilhoso "O queijo e os vermes"), a história "macro" é feita de indivíduos excepcionalmente comuns. Em outras palavras, o micro não existe sem o macro e vice e versa.
Fica aqui a dica, não apenas de leitura, mas de reflexão. Vamos pensar em nossas vidinhas ordinárias e mundanas, mas não deixando de lado questionamentos maiores. Penso que é essa a diferença das pessoas "normais", que estão presas ao seu dia a dia e a seus círculos ridicularmente pequenos de convivência, conveniência e normas, e os "anormais", que tentam desesperadamente pensar em todos os lados,analisar todas as perspectivas, procurando algo remotamente parecido com uma lógica racional nesta pobre e besta humanidade ou percebendo, infelzimente, que não há lógica alguma, tampouco justiça, e que isso, por si só, já basta para refletir.
E assim, termino por concordar com Oscar Wilde quando ele diz: "A normalidade é uma ilusão imbecil e estéril".
P.S: O título ficou "besta" em razão da minha incapacidade crônica de inventar bons títulos para qualquer coisa.
Esperanças que se vão..e outras que nascerão!
E foi-se mais uma esperança.
Não, este não é um texto sobre amor. É um texto sobre objetivos.
Nos últimos dois meses, me dediquei de corpo e alma ao concurso para provimento de cargos do MPU. Impossibilitada financeiramente de fazer um curso, apelei pela primeira vez às famigeradas apostilas (sim, aquelas que se compra em bancas de jornal). Foi produtivo. Aprendi muito, solidifiquei conhecimentos que venho adquirindo desde o início do ano, mas o resultado final foi longe de ser eficaz.
Agora, passado o impacto negativo (e passada também a vontade de mandar tudo para a puta que pariu) resolvo solenemente seguir em frente. Que venham os próximos concursos, malditos instrumentos de tortura psicológica!
Mas ora ora, isso significa, no frigir dos ovos, que a esperança não se foi. Ela apenas será relocada para outro lugar. E nao seria esse o objetivo da vida? Mudar constantemente, mantendo intactos, contudo, os ensinamentos colhidos? Sim, hoje posso dizer que essa lição valiosa serve não apenas para objetivos profissionais, mas para quaisquer objetivos que porventura possamos ter.
Falhar é uma merda. Mas falhar e desistir é sinônimo de fraqueza.
Não, este não é um texto sobre amor. É um texto sobre objetivos.
Nos últimos dois meses, me dediquei de corpo e alma ao concurso para provimento de cargos do MPU. Impossibilitada financeiramente de fazer um curso, apelei pela primeira vez às famigeradas apostilas (sim, aquelas que se compra em bancas de jornal). Foi produtivo. Aprendi muito, solidifiquei conhecimentos que venho adquirindo desde o início do ano, mas o resultado final foi longe de ser eficaz.
Agora, passado o impacto negativo (e passada também a vontade de mandar tudo para a puta que pariu) resolvo solenemente seguir em frente. Que venham os próximos concursos, malditos instrumentos de tortura psicológica!
Mas ora ora, isso significa, no frigir dos ovos, que a esperança não se foi. Ela apenas será relocada para outro lugar. E nao seria esse o objetivo da vida? Mudar constantemente, mantendo intactos, contudo, os ensinamentos colhidos? Sim, hoje posso dizer que essa lição valiosa serve não apenas para objetivos profissionais, mas para quaisquer objetivos que porventura possamos ter.
Falhar é uma merda. Mas falhar e desistir é sinônimo de fraqueza.
Adeus ao gênio.
Só queria registrar a profunda tristeza que tomou conta de mim hoje. Tudo bem, ele tinha 87 anos. Ok, a morte é a única certeza que temos nesta vida. Mas esperava contar com a felicidade de ler uma nova obra do gênio português por mais algum tempo. Quando um novo livro era lançado, a alegria tomava conta de mim. Cada nova leitura confirmava o que já sabia: que Saramago é - foi - um dos maiores e melhores escritores da humanidade. Pequenas frases, soltas em seus parágrafos gigantes, mostravam a genialidade, a sensibilidade, o olhar único que ele possuía desta pobre e louca humanidade. É triste pensar que sua obra, como sua vida, chegou ao fim. A sensação de vazio desta morte, de alguém que eu sequer conheci, me deixa triste e melancólica.
Obviamente a vida continua. Com menos genialidade, criatividade e senso crítico - e poético. Mas continua.
Em 18/6/2010, morreu meu maior ídolo.
Obviamente a vida continua. Com menos genialidade, criatividade e senso crítico - e poético. Mas continua.
Em 18/6/2010, morreu meu maior ídolo.
Divagações no sábado a noite.
Preciso rever meus conceitos...
Minha psicóloga disse certa vez que as vezes devemos ser egoístas e pensarmos apenas em nós. Concluí, na época, que ela estava certa. Porém, tal linha de pensamento não se manteve por muito tempo. E assim permaneço até os dias atuais.
Vivemos em uma sociedade individualista. Será que devo agir de acordo com esta sociedade ou permanecer agindo contra a maré, em detrimento,muitas vezes, à minha felicidade? A busca da felicidade deve justificar tudo?
Não sei...realmente não sei. Só o tempo irá ajudar a responder essas perguntas.
Enquanto esse dia não chego, me pergunto: é possível alguém ser "perfeito" para nós, e não ser nosso?
Minha psicóloga disse certa vez que as vezes devemos ser egoístas e pensarmos apenas em nós. Concluí, na época, que ela estava certa. Porém, tal linha de pensamento não se manteve por muito tempo. E assim permaneço até os dias atuais.
Vivemos em uma sociedade individualista. Será que devo agir de acordo com esta sociedade ou permanecer agindo contra a maré, em detrimento,muitas vezes, à minha felicidade? A busca da felicidade deve justificar tudo?
Não sei...realmente não sei. Só o tempo irá ajudar a responder essas perguntas.
Enquanto esse dia não chego, me pergunto: é possível alguém ser "perfeito" para nós, e não ser nosso?
Twitter?
Tenho pensado em aderir a moda Twitter. Mas penso: tenho um blog que mal utilizo, será que não seria melhor otimizar este espaço do que escrever frases minúsculas diariamente?
Enfim...não sei se irei sucumbir.
Enfim...não sei se irei sucumbir.
Lições (ou a falta delas).
Um "não" não mata ninguém.
Dois também não...
Mas três...aí já fica dificil ser otimista e tentar achar algo de positivo na lição.
Quando um padrão se estabelece em nossas vidas e não gostamos dele, como quebra-lo? É tão dificil...Tento escrever para ver se, concretizando minhas reflexões, consigo achar uma resposta, ou pelo menos um princípio dela.
Acho que não terei sucesso. Não sei nem se tenho energia para refletir e tentar achar a "moral da história". Lembro que quando pequena, minha professora ensinou que os contos de fadas tinham uma moral, um recado que era importante aprender. Penso que fiquei presa a esse conceito, pois tento insistentemente achar as lições que as experiências (especialmente as ruins) deixam. Na realidade, tem sido infrutífero, não sei se por incapacidade minha ou se a lição maior ser o fato de que não há lições. As coisas acontecem (ou não acontecem) e só. Nada mais. Nada menos.
Repito uma pergunta que já fiz a mim mesma outras vezes: será que algum dia vou aprender com minha própria história?
Acho que não.
Dois também não...
Mas três...aí já fica dificil ser otimista e tentar achar algo de positivo na lição.
Quando um padrão se estabelece em nossas vidas e não gostamos dele, como quebra-lo? É tão dificil...Tento escrever para ver se, concretizando minhas reflexões, consigo achar uma resposta, ou pelo menos um princípio dela.
Acho que não terei sucesso. Não sei nem se tenho energia para refletir e tentar achar a "moral da história". Lembro que quando pequena, minha professora ensinou que os contos de fadas tinham uma moral, um recado que era importante aprender. Penso que fiquei presa a esse conceito, pois tento insistentemente achar as lições que as experiências (especialmente as ruins) deixam. Na realidade, tem sido infrutífero, não sei se por incapacidade minha ou se a lição maior ser o fato de que não há lições. As coisas acontecem (ou não acontecem) e só. Nada mais. Nada menos.
Repito uma pergunta que já fiz a mim mesma outras vezes: será que algum dia vou aprender com minha própria história?
Acho que não.
Novos planos
Dizem que a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos.
Pois bem...é verdade. Terminei 2009 encarando o ano que passou com certo otimismo, o que, para mim, é uma vitória. Contudo, chegou 2010 e alguns dos meus brilhantes objetivos começaram a ser postos em prova. Já vejo, com certa clareza, que algumas de minhas resoluções não irão ser possiveis e, assim, não me resta nada a não ser refazê-las.
Não é fácil. Para mim, pelo menos, é dificil desfazer expectativas. Essas malditas pragas causam uma espécie de paralisia que me prende e faz com que eu tenha a péssima tendência de chorar o leite derramado, invocando todo e qualquer tipo de "choramingos" e manias de perseguição da vida, do destino e dos astros.
Pois bem, que fique registrado que minha nova resolução será esta: maleabilidade na hora de levantar e seguir em frente. Porque afinal, como diz Rocky Balboa, "na vida, o importante não é o quanto você bate mas sim o quanto consegue apanhar e assim mesmo continuar seguindo em frente".
Pois bem...é verdade. Terminei 2009 encarando o ano que passou com certo otimismo, o que, para mim, é uma vitória. Contudo, chegou 2010 e alguns dos meus brilhantes objetivos começaram a ser postos em prova. Já vejo, com certa clareza, que algumas de minhas resoluções não irão ser possiveis e, assim, não me resta nada a não ser refazê-las.
Não é fácil. Para mim, pelo menos, é dificil desfazer expectativas. Essas malditas pragas causam uma espécie de paralisia que me prende e faz com que eu tenha a péssima tendência de chorar o leite derramado, invocando todo e qualquer tipo de "choramingos" e manias de perseguição da vida, do destino e dos astros.
Pois bem, que fique registrado que minha nova resolução será esta: maleabilidade na hora de levantar e seguir em frente. Porque afinal, como diz Rocky Balboa, "na vida, o importante não é o quanto você bate mas sim o quanto consegue apanhar e assim mesmo continuar seguindo em frente".
Descobertas
Em 2009 aprendi e descobri muitas coisas.
Aprendi que arriscar vale mais a pena que permanecer inerte;
Aprendi que manter as amizades conquistadas é algo valioso;
E que fazer novas é uma benção;
Aprendi que meu fígado está melhor do que nunca;
Aprendi que ninguém morre com um “não” (nem com mais de um);
E que sou capaz de agüentar um dia de trabalho mesmo de ressaca;
Descobri novos “eus”;
E agora preciso juntar os antigos e os novos, pois não devemos abandonar quem somos e o que conquistamos;
Aprendi que gosto de música sertaneja e até de pagode;
Descobri “The Office”;
Permaneci amando Friends e House;
Descobri que sou capaz de fazer grandes cagadas quando bêbada
Mas que as maiores faço sóbria;
Percebi que meu amor ao Grêmio é igualmente proporcional ao meu ódio ao Inter, e que, nessa lógica, sou capaz de torcer para outros times contra o meu próprio;
Perecbi que meu amor por Buenos Aires permanece intocado;
Mas que em 2010, está na hora de ir mais além;
Descobri, principalmente, que tenho capacidade de mudar.
E que continuarei assim em 2010.
Aprendi que arriscar vale mais a pena que permanecer inerte;
Aprendi que manter as amizades conquistadas é algo valioso;
E que fazer novas é uma benção;
Aprendi que meu fígado está melhor do que nunca;
Aprendi que ninguém morre com um “não” (nem com mais de um);
E que sou capaz de agüentar um dia de trabalho mesmo de ressaca;
Descobri novos “eus”;
E agora preciso juntar os antigos e os novos, pois não devemos abandonar quem somos e o que conquistamos;
Aprendi que gosto de música sertaneja e até de pagode;
Descobri “The Office”;
Permaneci amando Friends e House;
Descobri que sou capaz de fazer grandes cagadas quando bêbada
Mas que as maiores faço sóbria;
Percebi que meu amor ao Grêmio é igualmente proporcional ao meu ódio ao Inter, e que, nessa lógica, sou capaz de torcer para outros times contra o meu próprio;
Perecbi que meu amor por Buenos Aires permanece intocado;
Mas que em 2010, está na hora de ir mais além;
Descobri, principalmente, que tenho capacidade de mudar.
E que continuarei assim em 2010.
E mais um se vai...
O ano se aproxima do fim.
Não pretendo esperar o dia 1º de janeiro para mudar o que deve ser modificado, mas confesso que a idéia, mesmo ilusória, de um novo começo me faz bem. Quero, e vou, continuar meu rumo a procura de um novo "eu".
O ano que vai terminando foi bom. Mudei algumas coisas, outras não. Mantive o que deve ser mantido: amizades, conquistas, desejos. E assim a vida segue, com ciclos se encerrando e outros começando.
No final das contas, o saldo é positivo. Contudo...pode ser melhor.
Esperemos. Nesse meio tempo, retorno a minha amada cidade, aquela na qual não nasci, mas que faz parte de mim. Bela Buenos Aires, de ótimas recordações, será uma boa maneira de encerrar 2009!
Time
O tempo é relativo, já dizia Einstein.
Eu já pensei nisso outras vezes mas agora penso novamente: quantas vezes dizemos que estamos sem tempo, quando na realidade, sempre o temos quando queremos?
Eu já pensei nisso outras vezes mas agora penso novamente: quantas vezes dizemos que estamos sem tempo, quando na realidade, sempre o temos quando queremos?
Adeus Inércia!
Há cerca de dois meses, quando o Grêmio foi desclassificado da Libertadores, escrevi um texto. Fico feliz de saber que, as vezes, algumas coisas se concretizam.
Disse então que a realidade, por vezes, era menos pior do que as expectativas que criamos acerca dela. Hoje tenho certeza que essa conclusão não são apenas palavras. Trata-se daquele tipo de certeza que só a prática nos traz.
Melhor do que acreditar que temos algo bom quando não temos é encarar o fato de que nem sempre estamos certos em relação à nossas vidas. Ontem - metaforicamente falando - abandonei uma pessoa que se deixava inerte enquanto a vida passava e abracei uma nova, que não fica sentada esperando as coisas magicamente acontecerem. A vida não é uma comédia romântica. Pelo menos a minha não é.
Como tudo que traz um bônus traz seu ônus, me vejo hoje em frente a alguns desafios. Mas independente disso, percebo que tenho que dar valor ao que já conquistei, bem como devo valorizar tudo que tenho de verdadeiro em minha vida, as pessoas que me cercam e realmente gostam de mim, que fazem ter sentido real e concreto a existência de palavras como respeito e reciprocidade. Isso é raro e as vezes dificil de enxergar em meio a tantas ilusões.
Eu certamente vou continuar errando nessa vida. Certamente continuarei comentendo cagadas, julgando mal e interpretando erroneamente fatos, atos e pessoas. Mas parada não ficarei mais.
E isso é MUITO bom!
Esperança e Utopia
Falava eu, dia desses, com uma amiga sobre esperança. Disse naquela ocasião que a equiparava à uma espécie de ilusão utópica. Coisas da vida, me deparei ontem com o novo livro do gênio português e, veja só, havia um texto sobre isso! Por essa razão, ao invés de tentar escrever algo sobre o assunto, reproduzo suas palavras, anos luz melhor que qualquer tentativa que eu pudesse fazer:
"Esperanças e utopias
By José Saramago
Sobre as virtudes da esperança tem-se escrito muito e parolado muito mais. Tal como sucedeu e continuará a suceder com as utopias, a esperança foi sempre, ao longo dos tempos, uma espécie de paraíso sonhado dos cépticos. E não só dos cépticos. Crentes fervorosos, dos de missa e comunhão, desses que estão convencidos de que levam por cima das suas cabeças a mão compassiva de Deus a defendê-los da chuva e do calor, não se esquecem de lhe rogar que cumpra nesta vida ao menos uma pequena parte das bem-aventuranças que prometeu para a outra. Por isso, quem não está satisfeito com o que lhe coube na desigual distribuição dos bens do planeta, sobretudo os materiais, agarra-se à esperança de que o diabo nem sempre estará atrás da porta e de que a riqueza lhe entrará um dia, antes cedo que tarde, pela janela dentro. Quem tudo perdeu, mas teve a sorte de conservar ao menos a triste vida, considera que lhe assiste o humaníssimo direito de esperar que o dia de amanhã não seja tão desgraçado como o está sendo o dia de hoje. Supondo, claro, que haja justiça neste mundo. Ora, se neste nestes lugares e nestes tempos existisse algo que merecesse semelhante nome, não a miragem do costume com que se iludem os olhos e a mente, mas uma realidade que se pudesse tocar com as mãos, é evidente que não precisaríamos de andar todos os dias com a esperança ao colo, a embalá-la, ou embalados nós ao colo dela. A simples justiça (não a dos tribunais, mas a daquele fundamental respeito que deveria presidir às relações entre os humanos) se encarregaria de pôr todas as coisas nos seus justos lugares. Dantes, ao pobre de pedir a quem se tinha acabado de negar a esmola, acrescentava-se hipocritamente que “tivesse paciência”. Penso que, na prática, aconselhar alguém a que tenha esperança não é muito diferente de aconselhá-la a ter paciência. É muito comum ouvir-se dizer da boca de políticos recém-instalados que a impaciência é contra-revolucionária. Talvez seja, talvez, mas eu inclino-me a pensar que, pelo contrário, muitas revoluções se perderam por demasiada paciência. Obviamente, nada tenho de pessoal contra a esperança, mas prefiro a impaciência. Já é tempo de que ela se note no mundo para que alguma coisa aprendam aqueles que preferem que nos alimentemos de esperanças. Ou de utopias."
But I still haven't found waht I'm looking for...
Engraçado como são as coisas. Há dois dias estou numa espécie de reencontro comigo mesma. Começa de maneira simples: rever um filme que há muito não via, reler um livro que há anos sequer era tocado, ouvir músicas adoradas mas que não eram ouvidas há tempos.
Um jeito, quem sabe, de lembrar quem eu sou, as coisas que gosto e que ajudaram a me tornar a pessoa que sou. Assim, que sabe, saio da letargia na qual me encontro nos últimos anos.
É fácil se perder. É facil esquecer algumas coisas. Quem somos e quem gostariamos de ser. O que gostaríamos de fazer. Isso é vital, é o que nos leva em frente, que faz o relógio seguir seu curso.
Coisas pequenas, mudandas, diárias, ordinárias. Coisas que me traziam felicidade e que, por razões que só a vida entende, não estavam significando mais nada. Agora tento trazer isso novamente pra minha vida, pra que eu não seja submersa pela realidade adversa.
E a ironia das ironias: certas coisas acontecem de maneira tão surpreendente que só algo muito abstrato e surreal, como o destino, para explicar. Receber um email de alguém em quem eu estava pensando há semanas mas com quem não falava há muito mais tempo que isso. Colocar no canal de música da Net e descobrir que há uma estação que toca somente músicas do U2. Como se não bastasse, estava tocando umas das minhas preferidas (e obscuras), Please, do execrado cd Pop.
Agora ouço. Escuto músicas de uma banda que amo e que me levou a uma cidade pela qual me apaixonei e que me traz ótimas recordações. Ontem, assisti o filme Contato, e me lembrei de quando o vi pela primeira vez, quando achava fascinante a descoberta de tantas coisas...época também que gostava muito de física, e achava, inocentemente, que um dia poderia alcançar meu objetivo de vida aos 10 anos, que era ser astrônoma (da Nasa, diga-se de passagem). Antes, claro, de descobrir que para ser físico, era necessário saber muita matemática.
Eu era assim. Eu gostava de me sentir curiosa. Minha curiosidade sempre me levou em frente, sempre fez com que gostasse de saber, de entender, de analisar, de pensar. Onde foi parar essa pessoa? No mesmo lugar que a pessoa que queria conhecer o mundo? Que acreditava que essa realidade pequena não era pra ela?
Ela está aqui, dormente em algum lugar. E está na hora do retorno. Retorno, espero, com um pouco da sabedoria que as pancadas da vida e as cagadas que fiz (ou que deixei de fazer) trouxeram.
Veremos.
Entre meios: I still haven't found what i'm looking for...definitivamente!
Navalha de Occam
Revendo um filme, me deparei com este conceito científico muito interessante. No filme Contato, a personagem de Jodie Foster tenta acabar coms os argumentos reliogiosos de Mathew Mcconaughey, dizendo, resumidamente, que é mais simples que nós tenhamos inventado Deus do que o contrário. Mal sabia ela que em momento posterior, esta mesma lógica a colocaria numa situação dificil.
Contudo, achei o conceito bem interessante. Engraçado, mas me fez lembrar do conselho dado à personagem Gigi, no filme "Ele não está tão a fim de você": "você não é a exceção, é a regra". Ou seja, as vezes temos que parar de nos iludir e aceitar a explicação mais simples das coisas.
Faz refletir...Quanto aos filmes, o primeiro é excelente e altamente recomendado. O segundo nem tanto.
Ah, claro que fui a internet pesquisar sobre a tal Occam's Razor...e o Wikipédia me salvou!
"Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenómeno, a mais simples é a melhor"
A Navalha de Occam defende a intuição como ponto de partida para o conhecimento do universo. William de Ockham defende o princípio de que a natureza é por si mesma económica, optando invariavelmente pelo caminho mais simples.
O princípio chega a nós com a obra Ordinatio. Esta postulava que todo o conhecimento racional tem por base a lógica, de acordo com os dados proporcionados pelos sentidos. Uma vez que só conhecemos entidades palpáveis e concretas, nossos conceitos não passam de meios linguísticos para expressar uma idéia, portanto, precisam de comprovação através da realidade física.
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